Para começar este blog, nada melhor que um dos assuntos mais sérios e graves que enfrentamos no dia a dia: a hipocrisia.

Hipocrisia esta que pode vir de dentro de nossos próprios lares, de amigos, colegas profissionais, colegas de escola, conhecidos, políticos, gente da mídia enfim, de qualquer lugar.

Este documentário trata da hipocrisia de alguns políticos, especialmente norte-americanos, que, defendem ferrenhamente a família, valores cristãos, a moralidade entre outros tantos baluartes.

No entanto, o que percebemos é que em muitos casos esta hipocrisia está baseada no medo. Medo de assumir-se, medo de represálias e humilhações, medo de por ser gay ter de assumir atitudes efeminadas entre tantas outras possibilidades.

Um outro detalhe muito importante é perceber que, os que tanto nos atacam por causa da promiscuidade gay (sim não há como esconder que isso exista tanto no meio homo como no heterossexual) são os mesmos que na vida privada são promíscuos.

Assistam aos vídeos. Está dividido em 9 partes com conteúdo mais que claro sobre esta questão.

Outrage – parte 1

Outrage – parte 2

Outrage – parte 3

Outrage – parte 4

Outrage – parte 5

Outrage – parte 6

Outrage – parte 7

Outrage – parte 8

Outrage – parte 9

Todo o documentário é excelente e merece atenção. Mas para mim, tem um peso especial e forte a partir da parte 6 onde o ex-governador de Nova Jersey, James McGreevey dá seu depoimento de como foi dolorido o momento da divulgação pública disso, mas também mostra claramente os conflitos que vivia quando ainda estava no armário.

Lembro que, mais importante que usarmos este tipo de material para atacar a quem quer que seja, ele deve sim ser utilizado para mostrar às pessoas como o mundo é hipócrita, e como muitos dos que estão aí nos atacando insistentemente precisam sim, na verdade, de apoio, de alguém que mostre que não há nada de bizarro nem de errado em ser homossexual.

Usem, compartilhem este material com sabedoria. Não utilizem como pedras afinal, todos temos um telhado de vidro.

O que podemos aprender com isso tudo? Como podemos usar este tipo de material e de dados de forma inteligente? Como podemos estender a nossa mão para estes que agonizam dentro de suas vidas mentirosas ajudando-os a superar isso?

Não digo aqui, força-los a botar uma sainha, uma plataforma e sair berrando pelas ruas batendo no peito que é gay, e sim, que consigam assumir-se como são independente se somente para si mesmo, apenas para familiares, alguns poucos amigos ou para o mundo. Assumir que ser homossexual não tem nada de bizarro, nada de humilhante, nada de promíscuo, nada de pecaminoso. Tudo vai depender única e exclusivamente de suas escolhas pessoais.