É, sempre digo que dependendo da forma como o problema é exposto, a aceitação pela sociedade é melhor.

O Governo do RJ lançou a campanha Rio sem Homofobia recentemente e o primeiro vídeo que tive acesso é este aqui:

Excelente iniciativa, sutil, inteligente e sensata. Nada de ações que agridam ainda mais a sociedade que já está se sentindo ameaçada, agredida. Isso convida a população à reflexão sobre o assunto.

O material impresso também está excelente!!!

Discretos, não chocam ainda mais uma sociedade que já está se sentindo agredida, não reforçam estereótipos negativos sobre os LGBTSxyz.

Outro vídeo que vi também (confesso que inicialmente fiquei receoso, até assisti-lo) é o que mostra o RJ como ponto de turismo para a comunidade LGBTSxyz. Pensei que veria coisas como as que vemos mas para minha surpresa, o vídeo é excelente, sem putaria ou baixaria, como deve ser. Está no MixBrasil mas não encontrei-o em outro lugar que o wordpress aceite o compartilhamento para coloca-lo aqui neste post. Vale a pena ver.

Outra ação que eu vi pela web (facebook) é o Ato com Velas pelo Dia Internacional de Combate a Homofobia, que será realizado em São Paulo (capital) no dia 22 de maio a partir das  18:00, no Largo do Arouche (prainha) -Rua Vieira de Carvalho.

Uma excelente ação e só espero que os participantes respeitem o significado espiritual das velas e não transformem este ato em mais um circo dos horrores como é a Parada. As velas denotam meditação, oração, homenagem e como tal, merecem respeito.

Isso me lembrou um projeto que infelizmente não encontrou eco junto à sociedade aqui em Londrina: Uma Chama Pela Vida. Quem sabe a comunidade LGBTSxyz possa assumir este projeto e concretiza-lo. Criatividade, energia e coragem para tal, temos de sobra.

Já sobre o material do MEC, vi hoje um vídeo bastante interessante chamado “Medo de Que?”, dividido em 2 partes:

Tirando o áudio que poderia ser mais “adulto”, está ótima a iniciativa.

Já o vídeo “Encontrando Bianca”, que supostamente vazou na internet ou que não faz (ou faz?) parte do kit e o da “Boneca na mochila”, acredito serem totalmente dispensáveis.

O fato é que, assim como o vídeo do Rio sem Homofobia quanto o “Medo de quê?” não reforçam estereótipos e sim visam mostrar o quanto a heteronormatividade só é considerada “normal” por imposição e não por ser realmente algo “normal”.

Estas sim dóem muito mais no ego da sociedade do que as outras mostrando o que para eles o que eles vêem como uma caricatura bizarra de um ser humano ou reforçando os seus “argumentos”.

Todo pai não deseja que seu filho seja homossexual exatamente porque a imagem que ele foi condicionado a ter dos gays são aquelas caricaturaz da TV, reforçadas pelas piadinhas das rodinhas de machos. Lembro-me que, assim que assumi para minha família, minhas mochilas e armários eram constantemente revirados pela minha mãe atras de estojos de maquiagem, vestidos, saltos, etc. E, assim como aconteceu com minha mãe, acontece com praticamente todas as outras.

Para meu pai, era visível a análise diaria dele em meus gestos e modo de falar em busca de algum traço que o lembrasse daquelas caricaturas que ele foi condicionado a ver como exemplo do “ser gay”.

Na cabeça deles, não se cogitava a hipotese de um homem ser gay e continuar agindo e comportando-se como homem. Era algo impossível.

Sobre a boneca, não, nunca brinquei com bonecas além do normal que qualquer hetero tenha brincado em sua tenra infância junto às suas irmãs e/ou primos.

Então, como bem escreveu o Leandro Colling aqui neste texto, vejo que as ações do RJ e do video “Medo de Que?” são muito mais úteis e acertadas que outras que tenho visto.

Eles não reforçam nada além do fato de que um gay é também uma pessoa, um ser humano como qualquer outro.

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