Category: Vídeos


Para comemorar o dia dos namorados, adianto aqui uma musica que dedico especialmente ao meu amor e também a todos os enamorados.

Make You Feel My Love – Adele

When the rain
Is blowing in your face
And the whole world
Is on your case
I could offer you
A warm embrace
To make you feel my love

When the evening shadows
And the stars appear
And there is no one there
To dry your tears
I could hold you
For a million years
To make you feel my love

I know you
Haven’t made
Your mind up yet
But I would never
Do you wrong
I’ve known it
From the moment
That we met
No doubt in my mind
Where you belong

I’d go hungry
I’d go black and blue
I’d go crawling
Down the avenue
No, there’s nothing
That I wouldn’t do
To make you feel my love

The storms are raging
On the rolling sea
And on the highway of regret
Though winds of change
Are throwing wild and free
You ain’t seen nothing
Like me yet

I could make you happy
Make your dreams come true
Nothing that I wouldn’t do
Go to the ends
Of the Earth for you
To make you feel my love

É, sempre digo que dependendo da forma como o problema é exposto, a aceitação pela sociedade é melhor.

O Governo do RJ lançou a campanha Rio sem Homofobia recentemente e o primeiro vídeo que tive acesso é este aqui:

Excelente iniciativa, sutil, inteligente e sensata. Nada de ações que agridam ainda mais a sociedade que já está se sentindo ameaçada, agredida. Isso convida a população à reflexão sobre o assunto.

O material impresso também está excelente!!!

Discretos, não chocam ainda mais uma sociedade que já está se sentindo agredida, não reforçam estereótipos negativos sobre os LGBTSxyz.

Outro vídeo que vi também (confesso que inicialmente fiquei receoso, até assisti-lo) é o que mostra o RJ como ponto de turismo para a comunidade LGBTSxyz. Pensei que veria coisas como as que vemos mas para minha surpresa, o vídeo é excelente, sem putaria ou baixaria, como deve ser. Está no MixBrasil mas não encontrei-o em outro lugar que o wordpress aceite o compartilhamento para coloca-lo aqui neste post. Vale a pena ver.

Outra ação que eu vi pela web (facebook) é o Ato com Velas pelo Dia Internacional de Combate a Homofobia, que será realizado em São Paulo (capital) no dia 22 de maio a partir das  18:00, no Largo do Arouche (prainha) -Rua Vieira de Carvalho.

Uma excelente ação e só espero que os participantes respeitem o significado espiritual das velas e não transformem este ato em mais um circo dos horrores como é a Parada. As velas denotam meditação, oração, homenagem e como tal, merecem respeito.

Isso me lembrou um projeto que infelizmente não encontrou eco junto à sociedade aqui em Londrina: Uma Chama Pela Vida. Quem sabe a comunidade LGBTSxyz possa assumir este projeto e concretiza-lo. Criatividade, energia e coragem para tal, temos de sobra.

Já sobre o material do MEC, vi hoje um vídeo bastante interessante chamado “Medo de Que?”, dividido em 2 partes:

Tirando o áudio que poderia ser mais “adulto”, está ótima a iniciativa.

Já o vídeo “Encontrando Bianca”, que supostamente vazou na internet ou que não faz (ou faz?) parte do kit e o da “Boneca na mochila”, acredito serem totalmente dispensáveis.

O fato é que, assim como o vídeo do Rio sem Homofobia quanto o “Medo de quê?” não reforçam estereótipos e sim visam mostrar o quanto a heteronormatividade só é considerada “normal” por imposição e não por ser realmente algo “normal”.

Estas sim dóem muito mais no ego da sociedade do que as outras mostrando o que para eles o que eles vêem como uma caricatura bizarra de um ser humano ou reforçando os seus “argumentos”.

Todo pai não deseja que seu filho seja homossexual exatamente porque a imagem que ele foi condicionado a ter dos gays são aquelas caricaturaz da TV, reforçadas pelas piadinhas das rodinhas de machos. Lembro-me que, assim que assumi para minha família, minhas mochilas e armários eram constantemente revirados pela minha mãe atras de estojos de maquiagem, vestidos, saltos, etc. E, assim como aconteceu com minha mãe, acontece com praticamente todas as outras.

Para meu pai, era visível a análise diaria dele em meus gestos e modo de falar em busca de algum traço que o lembrasse daquelas caricaturas que ele foi condicionado a ver como exemplo do “ser gay”.

Na cabeça deles, não se cogitava a hipotese de um homem ser gay e continuar agindo e comportando-se como homem. Era algo impossível.

Sobre a boneca, não, nunca brinquei com bonecas além do normal que qualquer hetero tenha brincado em sua tenra infância junto às suas irmãs e/ou primos.

Então, como bem escreveu o Leandro Colling aqui neste texto, vejo que as ações do RJ e do video “Medo de Que?” são muito mais úteis e acertadas que outras que tenho visto.

Eles não reforçam nada além do fato de que um gay é também uma pessoa, um ser humano como qualquer outro.

É dizer e desejar que você seja sempre você mesmo, assim como é.

Viva a sua vida e todas as cores que ela permitir.

Ele te fez assim, te aceita e te ama exatamente como você é.

True Colors
Cyndi Lauper

You with the sad eyes
Don’t be discouraged
Oh I realize
It’s hard to take courage
In a world full of people
You can lose sight of it all
And the darkness inside you
Can make you feel so small

But I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that’s why I love you
So don’t be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

Show me a smile then,
Don’t be unhappy, can’t remember
When I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you’ve taken all you can bear
You call me up
Because you know I’ll be there

And I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that’s why I love you
So don’t be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

I can’t remember
When I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you’ve taken all you can bear
You call me up
Because you know I’ll be there

And I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that’s why I love you
So don’t be afraid to let them show
Your true colors, true colors
True colors are shining through
I see your true colors
And that’s why I love you
So don’t be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

Ex-Gay?

É meus amigos, papo mais que sério agora.

É possível uma pessoa tornar-se um “ex-gay”? Querem a minha humilde opinião? Não sei responder a isso.

Leiam o texto a seguir e assistam ao vídeo. Comento no próximo post ok?

Depoimento do Fundador da EXODUS Michael Bussee

Meu nome é Michael Bussee. Eu quero agradecer a você por esta oportunidade de contar minha história. Trinta anos atrás, eu ajudei a criar a EXODUS International. Hoje, eu estou aqui para me desculpar; Hoje eu sou um terapeuta conjugal e familiar, um pai, um cristão evangélico, nascido de novo — e orgulhoso de ser gay. Mas trinta anos atrás, eu não era tão orgulhoso.

De fato, eu cresci odiando meus sentimentos gays. Eu passei por xingamentos, bullying e surras. Por que motivo as outras crianças pareciam odiar-me tanto? Eu não escolhi ter esses sentimentos e queria me livrar deles. Eu queria mais do que tudo ser “normal,” adequar-me — apaixonar-me, assentar-me, ter filhos. Eu queria desesperadamente ser heterossexual. Mas como?

Com aproximadamente 12 anos, eu comecei uma busca pessoal por uma “cura” para homossexualidade. Eu tomei a decisão de embarcar no meu próprio êxodo privado — para encontrar a saída para a homossexualidade. Minha busca levou-me a Deus. Como estudante do ensino médio, eu aceitei Jesus como meu Senhor e Salvador pessoal. Essa decisão mudou a minha vida pra sempre e eu continuo sendo um evangélico comprometido até hoje.

Então, em 1974, eu encontrei o Centro Cristão Melodyland (Melodyland Christian Center) em Anaheim e comecei a trabalhar como um de seus conselheiros voluntários via telefone. De começo, eu não disse a nada sobre meus sentimentos gays a ninguém. Afinal, eu tinha que me “purificar.” Eu disse ao diretor do aconselhamento telefônico que eu era um “cristão homossexual.” Ele me disse que “não havia tal coisa.” Ele disse que se eu era um cristão de fato, então “já não era mais gay aos olhos de Deus,”

Eu precisava acreditar que era heterossexual agora – e “determinar isso.” Deus faria o milagre com o tempo. “Continue orando” – diziam eles. Se eu tivesse fé suficiente, eu finalmente “ficaria livre.” Eu queria isso mais do que tudo e sinceramente acreditei que isso se tornaria verdade.

Naquele tempo, não havia ministério para gays em nossa mega igreja, então meu amigo Jim Kaspar e eu decidimos inventar um. Em 1975, nós criamos a EXIT – em inglês a palavra significa saída, mas aqui era uma sigla para “EX-gay Intervention Team,” ou seja, Equipe de Intervenção Ex-Gay (uma espécie de Caça-Fantasmas – só que gay!) Começamos oferecendo sessões de aconselhamento individual, grupos de apoio semanal, estudos bíblicos, e reuniões de oração. Apesar de não termos nenhum treinamento formal, e só termos nos intitulado “ex-gays” havia poucos meses, tornamo-nos, de repente, “especialistas.”

Pastores e terapeutas começaram a enviar clientes para nós. Escrevíamos materiais sobre “Como Ajudar o Homossexual” e dávamos “testemunhos de nossa mudança” em conferências da igreja e em talk shows no rádio e na TV – incluindo o Club 700 do Pat Robertson. Robertson insistia em perguntar se nós achávamos que havíamos tido “demônios gays” algum dia. Ele pareceu desapontado quando respondemos que “não.”

Em 1976, descobrimos que outros como nós estavam formando pequenos ministérios de “mudança” ou “libertação” em suas áreas. Em setembro de 1976, no Melodyland Christian Center em Anaheim, o EXIT recebeu a primeira confêrencia de “ex-gays” de todos os tempos. Um punhado de líderes de ministérios junto com aproximadamente 60 delegados votaram para formar uma coalisão de ministérios. Chamamos essa coalisão deEXODUS. Pensamos que, chamados como Moisés e dirigidos por Deus, nós poderíamos conduzir muitos gays e lésbicas para a “terra prometida” da heterossexualidade.

Preciso dizer que alguns tiveram uma experiência positiva de mudança de vida frequentando nossos estudos bíblicos e grupos de apoio. Eles experimentaram o amor de Deus e o acolhimento de outros que conheciam suas lutas. Houve algumas “mudanças” reais – mas nenhuma das centenas de pessoas que nós aconselhamos se tornou heterossexual.

Ao contrário, muitos dos nossos clientes começaram a se desestruturar – afundando em culpa, ansiedade e ódio contra si mesmo. Por que eles não estavam “mudando”? As respostas dos líderes da igreja tornavam a dor ainda maior: “Você pode não ser um cristão verdadeiro.” “Você não tem fé suficiente.” “Você não está orando e lendo a Bíblia o suficiente.” “Talvez você tenha um demônio.” A mensagem sempre parecia ser: “Você não é sincero o suficiente. Você não está se esforçando o suficiente. Você não tem fé suficiente.”

Alguns simplesmente caíram fora e nunca mais se ouviu falar deles. Eu acho que esses tiveram sorte. Outros se tornaram auto-destrutivos. Um jovem se embriagou e dirigiu contra uma árvore). Um dos líderes que trabalhavam comigo me disse que havia deixado a EXODUS e estava frequentado bares heterossexuais, procurando alguém que batesse nele. Ele disse que as surras o faziam sentir-se menos culpado, fazendo expiação pelo seu pecado. Um dos meus clientes mais dedicados, Mark, pegou uma lâmina e cortou suas genitais repetidamente, e depois colocou produto limpa-ralos sobre as feridas, porque depois de meses de celibato, ele havia tido uma “queda.”


No meio de tudo isso, minha própria fé no movimento EXODUS estava desmoronando. Ninguém estava realmente se tornando “ex-gay.” A quem estávamos enganando? Como um líder atual da EXODUS admitiu, éramos apenas “cristãos com tendências homossexuais que preferiam não ter aquelas tendências.” Ao nos denominarmos como “ex-gays,” nós estávamos mentindo pra nós mesmos e para os outros. Estávamos machucando pessoas.

Em 1979, um outro pioneiro da EXODUS (Gary Cooper) e eu decidimos deixar a EXODUS — e nossas esposas. Por anos, nós dois havíamos firmemente acreditado que o processo EXODUS nos tornaria heterossexuais. Ao invés disso, percebemos que havíamos nos apaixonado um pelo outro! Saímos do armário publicamente contra a EXODUS em 1991. Nossa história apareceu no documentário “One Nation Under God” (Uma Nação Sob Deus). Gary morreu de pouco antes do filme ser concluído.

Desde então, eu continuei a ser um dos mais persistentes críticos da EXODUS – não porque eu queira “negar esperança.” Pelo contrário, eu quero afirmar que Deus ama cada pessoa, e que o amor e o perdão de Deus realmente mudam vidas. Certamente mudaram a minha. Apenas nunca me fizeram heterossexual. Eu encontrei harmonia entre minha sexualidade e minha espiritualidade — e eu tenho esperança de que outros farão o mesmo. A jornada de cada um é diferente. Meu próprio êxodo tem sido uma jornada incrível.

 Já fui demitido de dois empregos apenas por ser gay. E cinco anos atrás, eu sobrevivi a um violento e absurdo crime de ódio que quase levou minha vida. Eu fui espancado e esfaqueado nas costas por membros de uma gangue que gritavam “viado”, enquanto me atacavam. Meu melhor amigo, Jeffery Owens, não teve tanta sorte. Ele foi esfaqueado cinco vezes nas costas e sangrou até a morte na mesa de cirurgia.

Apesar de tudo isso, eu me considero um sobrevivente. Eu sou um homem gay cristão evangélico feliz; relativamente bem ajustado; tenho um relacionamento amoroso comprometido com um cara maravilhoso, meu parceiro Richard; e sirvo como ancião na minha igreja presbiteriana local. Eu amo a Deus e amo a vida.

E tenho esperança. Acredito que estamos abrindo caminho; grupos como a EXODUSvão encerrar suas atividades quando as pessoas não mais pensarem que precisam renegar quem realmente são para tentarem ser o que não são.

Até lá, àquelas pessoas maravilhosas (gays, ex-gays e ex-ex-gays) que têm abençoado minha vida e enriquecido minha jornada, sou sinceramente grato. E àqueles que eu possa ter ferido através do meu envolvimento com a EXODUS, peço sinceras desculpas.

Fonte: http://www.beyondexgay.com/article/busseeapology

Tradução: Sergio Viula para o blog Fora do Armário

Você pode ver um outro depoimento, do Sergio Viula, fundador do grupo MOSES (brasileiro), que também é um ex-ex-gay clicando aqui.

Sensato e inteligente.

Jean consegue pegar na veia, sem cometer qualquer crime, e mostrar claramente por onde conseguem escapar da Lei os homofóbicos, entre outras coisas.

Parabéns Jean!!!

O vídeo abaixo mostra uma manifestação pró-Bolsonaro realizada no Rio de Janeiro dias atrás.

Percebam como estes que colocam-se contra os nossos direitos conseguem se trair em suas próprias palavras.

Num ponto diz que todo homossexual tem o direito de viver dignamente como pessoa humana, que não tem qualquer tipo de preconceito e não é homofóbico.

Em outro, cita uma lista de aberrações, absurdos e hipocrisias. Porém não se dá conta que esta lista é a mesma de direitos que ele, como heterossexual, tem garantidos.

Também vale destacar como eles distorcem a verdade em benefício próprio. Reclamam de uma suposta “ditadura gay” mas esconde que vivemos sob uma ditadura heterossexual e machista.

O vídeo fala por si.

Tirem suas conclusões e percebam a multidão homofóbica que eles tanto arrotam existir no Brasil.

Para começar este blog, nada melhor que um dos assuntos mais sérios e graves que enfrentamos no dia a dia: a hipocrisia.

Hipocrisia esta que pode vir de dentro de nossos próprios lares, de amigos, colegas profissionais, colegas de escola, conhecidos, políticos, gente da mídia enfim, de qualquer lugar.

Este documentário trata da hipocrisia de alguns políticos, especialmente norte-americanos, que, defendem ferrenhamente a família, valores cristãos, a moralidade entre outros tantos baluartes.

No entanto, o que percebemos é que em muitos casos esta hipocrisia está baseada no medo. Medo de assumir-se, medo de represálias e humilhações, medo de por ser gay ter de assumir atitudes efeminadas entre tantas outras possibilidades.

Um outro detalhe muito importante é perceber que, os que tanto nos atacam por causa da promiscuidade gay (sim não há como esconder que isso exista tanto no meio homo como no heterossexual) são os mesmos que na vida privada são promíscuos.

Assistam aos vídeos. Está dividido em 9 partes com conteúdo mais que claro sobre esta questão.

Outrage – parte 1

Outrage – parte 2

Outrage – parte 3

Outrage – parte 4

Outrage – parte 5

Outrage – parte 6

Outrage – parte 7

Outrage – parte 8

Outrage – parte 9

Todo o documentário é excelente e merece atenção. Mas para mim, tem um peso especial e forte a partir da parte 6 onde o ex-governador de Nova Jersey, James McGreevey dá seu depoimento de como foi dolorido o momento da divulgação pública disso, mas também mostra claramente os conflitos que vivia quando ainda estava no armário.

Lembro que, mais importante que usarmos este tipo de material para atacar a quem quer que seja, ele deve sim ser utilizado para mostrar às pessoas como o mundo é hipócrita, e como muitos dos que estão aí nos atacando insistentemente precisam sim, na verdade, de apoio, de alguém que mostre que não há nada de bizarro nem de errado em ser homossexual.

Usem, compartilhem este material com sabedoria. Não utilizem como pedras afinal, todos temos um telhado de vidro.

O que podemos aprender com isso tudo? Como podemos usar este tipo de material e de dados de forma inteligente? Como podemos estender a nossa mão para estes que agonizam dentro de suas vidas mentirosas ajudando-os a superar isso?

Não digo aqui, força-los a botar uma sainha, uma plataforma e sair berrando pelas ruas batendo no peito que é gay, e sim, que consigam assumir-se como são independente se somente para si mesmo, apenas para familiares, alguns poucos amigos ou para o mundo. Assumir que ser homossexual não tem nada de bizarro, nada de humilhante, nada de promíscuo, nada de pecaminoso. Tudo vai depender única e exclusivamente de suas escolhas pessoais.